quinta-feira, 5 de julho de 2018

Tá na hora de trocar a liderança?

Ao contrário do que dizem por aí, o bom líder não é o que faz produzir mais


No meio corporativo tudo é feito para que a produtividade aumente e o custo diminua. Inclusive são usados termos que produzam sensação de bem estar aos trabalhadores para que estes produzam mais. Por exemplo, há uns 10 ou 15 anos começaram a trocar a palavra funcionário ou empregado para colaborador. É muito mais satisfatório aos ouvidos dos trabalhadores se sentir um colaborador do que se sentir um funcionário ou um empregado, não é mesmo?


Da mesma maneira trocaram o chefe pelo líder. E até fizeram um bom trabalho pois há características que diferenciam os dois. O chefe normalmente é aquele que manda e cobra, sem se preocupar com as pessoas. O líder é, ou deveria ser, aquele que lidera as decisões, a execução e acompanha os resultados, estimulando e/ou corrigindo os rumos. 

Infelizmente com o tempo esse líder servidor vem perdendo terreno para aquele que se diz lider mas apenas preocupa-se com seu cargo ou com sua própria ascensão dentro da empresa ou instituição. É o falso líder, aquele que finge liderar, finge cuidar, finge estar disponível mas, na verdade, apenas esconde seus liderados para que esses não brilhem e não tenham chance de evoluir em suas carreiras.

Tanto na iniciativa privada como no serviço público estamos cheios desses fake lideres. Esse tipo de liderança é perversa para os liderados e também para a empresa/instituição. Ele provoca desmotivação, baixa produtividade e até mesmo problemas emocionais na equipe que lidera. É fundamental que a alta direção perceba essa presença e perceba também que hora de trocar.

O líder deve ser aquele que percebe os seus liderados, que se coloca a disposição, que subverte até algumas questões para que o liderado se sinta melhor. O líder é aquele que "perde" tempo ouvindo a equipe, aceitando sugestões, propondo mudanças e não impondo suas verdades à equipe. A produtividade virá como consequência.

O verdadeiro líder não teme a ascensão dos liderados. Essa ascensão é consequência de seu sucesso como líder. A cada liderado que é promovido ou mesmo que galga uma nova posição em outra empresa, é uma estrela que o líder pode colocar no peito pois isso também é fruto, além do esforço do promovido, do trabalho de liderança bem desenvolvido. O líder não teme perder o cargo para novos líderes. O líder forma novos líderes.

Se você conhece algum líder com cara de chefe, encaminhe esse texto para ele. Ainda há tempo de parar de pensar apenas na própria carreira ou na própria gestão e ser um lider servidor que será respeitado por todos os liderados e estará mais próximo de crescer ainda mais na carreira.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O Perigo do X9

Em toda organização, seja privada ou pública, há todo o tipo de funcionário. Daquele que se contenta e acha suficiente fazer o "feijão com arroz" àqueles que não medem limites para construir uma carreira dita de sucesso.



Ao líder cabe saber explorar o que há de melhor no tempero do feijão com arroz do primeiro e o desejo de crescimento do segundo. Buscar acender a centelha que incendiará a motivação do primeiro e conter a chama do segundo para evitar um incêndio na equipe.

É óbvio que um colaborador desmotivado ou que não comprou o "peixe" "vendido" pela liderança não produzirá o que tem capacidade de fazê-lo. É óbvio também que um funcionário que não mede consequências para "subir na vida" é nocivo a organização.

O que o líder não pode fazer, de jeito nenhum, é criticar publicamente o primeiro e "dar corda" demais ao segundo. Jamais demonstre predileção por A ou por B. E, sobretudo, nunca pense em usar a ambição desmedida do segundo para que este se transforme em um informante. Ele o fará, ouvirá conversas e passará ao líder, comentará comportamentos e ações mas, mais dia, menos dia, será reconhecido pela equipe como X-9 e não só ele cairá em desgraça. O líder também irá junto.

O verdadeiro líder conhece cada um de seus colaboradores e percebe, até pelo olhar, quando algo não vai bem. Nada resiste a uma conversa franca. Mas a carreira também não resistirá a um X-9 infiltrado na equipe.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Líder no Serviço Público

O líder deve estar sempre disposto e pronto a servir. Deve ser um gestor de pessoas em busca dos resultados. Ou seja, arregaçar a manga junto, quando necessário, entender, ouvir, perceber sempre. Assim, sendo gestor de pessoas, tratando cada um como ser único, os resultados serão alcançados com alto nível de satisfação do pessoal.

E quando o trabalho é no Serviço Público, onde não há metas? Em primeiro lugar não é verdade que não há metas no Serviço Público. Elas existem. Apenas não têm o foco do lucro.

Assim, é necessário ter mais atenção ainda às pessoas para que elas se motivem e se comprometam com os objetivos. É fato que a estabilidade estatutária gera uma acomodação e também é fato que muitos servidores amplificam essa acomodação e pouco se comprometem com o que ultrapassa o limite do "feijão com arroz".

Infelizmente em poucos lugares do setor público há a cultura do líder. Com indicações normalmente políticas e não por mérito, a cultura que se impõe é a cultura do Chefe, aquela pessoa que foi alçada ao pedestal e que apenas ordena, raramente lidera.




Essa cultura do chefe é um dos fatores que contribui para uma eficiência menor do setor público em comparação com o setor privado pois, embora a motivação seja de ordem interna de cada um, o líder deve ter a capacidade de promover o estímulo externo para que ela, a motivação, se acenda.

Assim, a capacidade do líder de "vender o peixe" deve ser uma das habilidades mais importantes do líder no serviço público. Saber acender a motivação dos colaboradores com os projetos da instituição e entender cada um pelo olhar certamente trarão mais satisfação e maior produção, gerando melhores serviços ao público.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Tem que ter empatia

Quantas vezes nos referimos a pessoas de uma maneira dura ou rude? Quantas vezes usamos a crítica impensada como forma de "educar"? Muitas vezes fazemos isso em casa, no trabalho ou em qualquer comunidade da qual participemos. Muitas vezes não paramos para pensar e não nos colocamos no lugar da outra pessoa. E isso é fundamental.

Ao pensarmos em como a outra pessoa se sente, encontramos caminhos alternativos para orientar, para educar. A crítica, por si só, não educa. Apontar o erro somente não orienta. É importante saber falar, saber mostrar o caminho que julga correto.

Orientar um filho ou um liderado é a arte de saber ouvir, de saber falar e de se colocar no lugar da outra pessoa. Devemos sempre apontar os acertos, demonstrar satisfação por cada bom resultado. Na hora do erro, mostrar confiança na capacidade da pessoa de fazer melhor, de acertar e mostrar o caminho que julga ser o melhor para alcançar o objetivo.

E aí? Quem você elogiou hoje?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Lidere pessoas, não processos

É normal as pessoas que alcançam cargos de liderança estarem estimuladas a alcançar metas, arredondar os processos para tal. Não é um erro ter em mente as metas e os processos. O que falta a muitos líderes é a consciência que os processos não funcionam se não estiverem adequados ao capital humano que possui. E, aí, não há meta que seja alcançada.

Ou seja, de nada adianta processos redondos e metas desafiadores se as pessoas não estiverem comprometidas com esses fatores e com crença no seu líder.

Para que isso ocorra não podemos achar que basta lançar a idéia que naturalmente os colaboradores irão aderir e se engajar. Temos que ter a consciência e, sobretudo, a capacidade de "vender o peixe" adequadamente. Há de se responder a todos a pergunta que devemos fazer sempre antes de qualquer ação: o que teremos de ganho com essa ação?

Feito isso, é hora de orientar, elogiar e corrigir. Sempre tendo em mente que são seremos humanos que compõem a sua equipe, com toda a gama de sentimentos e reações que cada um de nós possuímos. Respeite cada indivíduo como único, trate-os individualmente sempre e demonstre a sua importância para o projeto que é coletivo.

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